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Título
A segregação socioespacial em Guarulhos e a representação em mapas.
Resumo
Considerando o espaço geográfico como uma das instâncias da sociedade, tal como Milton Santos, discutiu-se neste trabalho a relação entre a segregação socioespacial e a distribuição dos homicídios. A cartografia foi parte importante do instrumental dessa análise. O município de Guarulhos, que integra a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), foi o objeto empírico. Ele foi compreendido como uma realidade mediada pela formação socioespacial brasileira e pelos estágios da técnica, que estão fundamentados na teoria e no método propostos por Milton Santos. No caso, foram identificados os meios geográficos: natural, técnico e técnico-científico-informacional, operando na formação do município. A segregação socioespacial foi interpretada como consequência da acessibilidade desigual aos objetos e serviços sociais, principalmente aos serviços públicos, algo que é ampliado pelo uso seletivo do território por parte dos atores hegemônicos, advindos da construção do meio técnico--científico-informacional. A partir da identificação dos meios geográficos e da percepção da segregação socioespacial identificaram-se as áreas no interior do município, nas quais, relativamente, encontram-se as melhores condições territoriais. Com relação aos mapas, a proposta foi conciliar diferentes possibilidades de representação das informações, de acordo com a leitura espacial que se deseja enfatizar em cada um deles, reafirmando as potencialidades e as limitações dos diferentes tipos de mapas. Nesse sentido, foram construídos mapas com fundo euclidiano para representar os dados absolutos e aqueles que localizavam os objetos pelo território. Por outro lado, foram feitas anamorfoses para os dados que enfatizavam a distribuição da população no interior do município, bem como as informações relativas a ela. Procurou-se ressaltar o potencial da linguagem visual na simplificação das informações, como meio para a sua democratização, o que pode contribuir como instrumento de esclarecimento da população, sobretudo, pelo conteúdo dos mapas.
Local de publicação
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Autor/Autora
Maria Cristina de Jesus Novaes
Ano de publicação
2012